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GOLFINHOSENTREVISTA COM ILONA SELKE, por Richard Daab
De acordo com a mitologia grega, os golfinhos são os anjos do mar. Eles foram reverenciados como salvadores e como seres divinos e recentemente foram considerados como terapeutas para os seres humanos. As pessoas com dor conseguem alívio nadando com os golfinhos, quando nada mais ajuda. Crianças autistas, em contato com golfinhos, tornam-se cooperativas e interativas, quando antes havia somente uma barreira de silêncio. Muitas pessoas
chegam a chorar quando tem um primeiro contacto
com golfinhos e uma profunda saudade é
despertada nos corações dos humanos. Ilona, o que inspirou você a escrever o seu livro “ Jornada ao Centro da Criação”? Ilona Selke:
Eu estava num show num parque marinho e uma orca
(este é um tipo de golfinho, chamado erradamente
de baleia assassina) estava sendo apresentada.
Ela fez alguns truques e eles a alimentavam como
recompensa. De repente uma sensação tomou conta
de mim. Uma grande onda de tristeza me invadiu e
eu comecei a chorar. Eu soube nesse momento que
esta grande orca era muito mais inteligente do
que acreditávamos. Eu decidi nesse momento que
ia me dedicar a estudar a inteligência dos
golfinhos e decidi ir para a natureza junto com
os golfinhos. Seguiram-se anos de experiências
mágicas, treinamento com telepatia e a
descoberta de quanto as imagens holográficas e o
universo se entrelaçam. O universo funciona
holograficamente e os golfinhos me ajudaram a
ver o quanto isto se aplica à vida diária. Na verdade nós havíamos estado por lá durante um longo tempo. Na metade do caminho de volta eu comecei a entrar em pânico. Ainda faltava uma longa distância e eu estava exausta. Começou a parecer que eu não estava conseguindo nadar contra a corrente. Comecei a ter cãimbras na perna direita e a dor era tanta que eu mal podia usá-la. Eventualmente eu vi a areia e atingi a praia. Se as ondas fossem um pouco maiores ou se eu tivesse ficado por lá apenas alguns minutos mais, acho que não teria conseguido. O que é remarcável é que os golfinhos enviaram uma mensagem clara, que nós três ouvimos claramente ao mesmo tempo. Eles devem ter sido capazes de acessar meus limites físicos, calcular a distância e comunicar-se conosco. Parece que os golfinhos são capazes de ver dentro de nós. Ilona Selke: É
verdade. Eles ficam muito curiosos com uma
mulher grávida e usam seu sonar na barriga dela,
às vezes bem antes de a mulher saber que está
grávida. Eles dão atenção especial a mulheres
grávidas. Num outro caso, um golfinho começou a
bater com seu rosto (parte onde está a boca) no
peito de um homem, sem razão aparente. O homem
ficou com medo que isso tivesse fraturado alguma
costela e foi fazer um raio-X. Foi encontrado um
tumor no seu peito. Eles também parecem
influenciar o humor na espécie humana e alterar
nossa química. Há muitos relatos de pessoas se
sentindo eufóricas na presença de golfinhos ou
de pessoas mudando o caminho de suas vidas,
reconectando-se com seu lado espiritual e se
alinhando para propósitos mais profundos em suas
vidas. Uma amiga
minha tinha cistos de ovários. Ela decidiu-se a
passar dois meses nadando todos os dias com os
golfinhos na natureza. Durante este período eles
freqüentemente usavam nela o seu sonar. Um dia,
aproximadamente vinte golfinhos se reuniram em
baixo dela, na água, e apontaram seus rostros em
direção a ela. Todos eles pareciam apontar para
seu estômago, e ela sentiu como se houvesse uma
super-carga de energia. Após 2 meses com os
golfinhos, seus cistos desapareceram. Vamos
voltar à comunicação dos golfinhos com você.
Como você os ouve? Ilona Selke: Eles enviam pensamentos, que para mim soam como se fossem meus próprios pensamentos, mas eles tem uma energia mais poderosa. É como uma voz diferente. Às vezes é o conhecimento de um instante, uma imagem, um pequeno pensamento. Todos
podem ouvir mensagens telepáticas? Como
você sabe que os golfinhos podem nos ouvir? Ilona Selke:
Eu fiz muitas experiências. Uma vez eu estava
num barco para ver um grupo de golfinhos que eu
conhecia por nome. Havia 6 pessoas esperando
para ver alguns golfinhos, que vinham rodear
cada vez que alguém entrava na água. Esperar
sempre traz antecipação. De repente, vimos uma
nadadeira dorsal. Era o golfinho que chamávamos
de Sweetheart. Ele tinha vindo para saudar o
barco que ele conhecia tão bem. Mas só havia um
golfinho! E nós gostaríamos de nadar com alguns
deles; Mentalmente eu pedi a Sweetheart para
trazer o resto de sua família. Ele respondeu
"OK, eu estarei de volta com os outros em 15
minutos." Quando ele foi embora todos suspiraram
com tristeza. Mesmo a chance de nadar com um
único golfinho parecia ter acabado. Quinze
minutos mais tarde todo o grupo apareceu. Cada
um deles saltava com alegria e nós tivemos um
grande dia. Ilona Selke: Os golfinhos verificaram para mim a exatidão das imagens internas e da telepatia. Mais tarde eu aprendi que as imagens que eu tenho na minha mente são a melhor maneira de me comunicar com os golfinhos e criar a finalidade desejada. Se eu visse os golfinhos a vinte quilômetros de distância, querendo que eles viessem e se conectassem comigo, eu mantinha uma distância deles como uma cenoura na minha frente. Você necessita ver o resultado final do que você quer, e sentir ao redor e dentro de você que isso é certo. Isto é verdade para todas as experiências de vida. Cada pessoa pode acessar qualquer dimensão através de sua própria intuição, e nosso mundo é muito mais flexível, miraculoso e anômalo do que admitimos. Os golfinhos me enviaram imagens e pediram que eu refizesse as imagens de certas situações de sua sobrevivência. Eu fiz o que eles pediram e ocorreram mudanças. Basicamente, nós precisamos reconhecer que tudo que existe o faz holograficamente. Através da nossa imaginação estamos ligados a tudo no universo. Se eu posso ver e sentir a mudança na minha mente interior, isso também pode acontecer na matriz física. Como
as pessoas podem realmente preencher suas vidas
com algumas destas coisas? Ilona Selke:
Usando qualquer tipo de exercício de imagem,
mesmo falando mentalmente com seu cão, é uma
maneira de afiar a mente intuitiva. Nossa
intuição fala conosco através da nossa
imaginação e sentimentos. A chave é praticar
estas capacidades diariamente. É o caminho da
dedicação contínua para contrabalançar a força
da entropia, a força que nos faz ficar cansados
e diminuir o ritmo. A consciência é uma força
sintrópica, a força de elevação, a força que dá
forma à energia, aquela que instila a mudança no
nosso desenvolvimento humano. O propósito final
de incorporar as dimensões sutís em sua vida é o
de alinhar-se cada vez mais com a fonte de toda
a criação. A voz interior o guiará
automaticamente para mundos mais luminosos e
mais sutís, aumentando a proximidade com a
fonte. Os
golfinhos tem algo a dizer sobre o atual estado
de coisas dos humanos? Ilona Selke:
Sim! "Parem de jogar lixo e bombas no oceano."
Uma vez eles me enviaram uma imagem para ajudar
os golfinhos por causa do perigo que os estava
ameaçando por causa de uma detonação
subaquática. Era sobre o teste nuclear submarino
que a França finalizou desde então. Eu nem sabia
qualquer coisa a respeito disso quando recebi a
imagem. Demorou dois meses para que eu soubesse
o significado daquela imagem. Qual o
papel dos golfinhos na escala universal da
evolução? Ilona Selke: Depende na verdade de como você define esta hierarquia de crescimento. Os golfinhos já foram mamíferos terrestres e tiveram cinco dedos. Então eles tinham a possibilidade de manipular a matéria como os humanos. A mente humana evoluiu de uma maneira mais racional por causa de sua capacidade de formar, criar e construir. Por sua vez, os golfinhos voltaram ao mar; os cinco dedos reverteram e se transformaram em nadadeiras. O cérebro destes mamíferos, que já eram desenvolvidos, foi então usado para se desenvolver em áreas que nós consideramos invisíveis. Começando com o sonar e subindo na escala de freqüências, os golfinhos parecem ter aprendido habilidades que venceriam nossa mente humana. Minha experiência é que eles evoluíram seus corpos sutIs em um grau muito mais avançado que os humanos, que eles podem viajar além dos confinamentos de tempo e espaço e serem conscientes disso. Roberta Goodman, uma co-pesquisadora do Dr. John Lilly, fez uma experiência de telepatia com os golfinhos e descobriu que eles podem ler as mentes humanas a milhas de distância e responder a imagens com detalhes claros. Para mim, em muitas maneiras, os golfinhos são mais evoluídos que os seres humanos, e parece que eles querem ajudar na evolução de qualquer humano que esteja querendo ouvir. O cérebro do
golfinho do Atlântico "nariz de garrafa" pesa
1600 gramas, em média 200 gramas a mais que o
cérebro humano. Eles tem mais circunvoluções na
massa cinzenta que os humanos, que tem sido
considerado um sinal de inteligência superior.
Os golfinhos não seguiram a rota do poder
externalizado, da tecnologia, no seu sentido
mais remoto. Eles escolheram o caminho para
dentro. Isto somente deve tê-los colocado no
caminho da supra-consciência. Pensem nas
baleias, que tem tido comunicações ao redor do
mundo por milhares de anos. Os humanos só
começaram a fazer isso agora. E nós dependemos
somente de forças externas. Quais
são os segredos dos golfinhos? Qual o efeito que
os golfinhos tem sobre as nossas almas? Ilona Selke:
Os golfinhos estão muito vivos nas dimensões
sutís. Quanto mais elevada a nossa vibração,
mais amor nós sentimos, mais alegria nós
sentimos. Quanto mais pudermos encontrar a
semente de luz na escuridão aparente, mais
poderemos viver nos mundos "mais iluminados". Os
golfinhos podem fazer isto e eles podem
conectar-se conosco intencionalmente, mesmo que
não possamos perceber. Muito parecido com o que
os anjos fazem. Eles podem ver o mundo de
maneira que os humanos que ainda usam os cinco
sentidos não podem. entretanto, podemos sentir
os golfinhos sentir seu amor dentro e fora da
água. Muitas pessoas tem experiências
impressionantes com golfinhos, mesmo em sonhos
ou em sua imaginação. Os golfinhos podem estar
conosco nessas dimensões sutís e gentilmente nos
chamar para cumprirmos nosso propósito mais
elevado, o de despertar para a Luz Interna. E
alguma parte de nós escuta os chamados e
responde. Ilona Selke
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